sexta-feira, 21 de abril de 2017

Os fantasmas do Guppy

Não sei se os meus Guppies têm fantasmas? ...talvez quando eu me aproximo com a rede, sei lá!
Eu tenho e amanhã vou exorcizar 1531 deles. Não sei se já vos tinha contado onde vou amanhã? Na minha cabeça já vos contei mil vezes, mas o post custou a sair.

Cá vai...

Amanhã vou ao Porto. Era no Porto que nos encontrávamos, foi mais de um ano, e por muito ou pouco que seja, foi o meu namoro mais duradouro. O Porto para mim, está cheio de lembrnaças. Das paisagens onde passámos de carro, aos sítios onde comemos, onde passeámos, onde f... namorámos. Eu sou Ribatejano, ela é Minhota, o Porto foi, por muitos motivos e nenhum interessa aqui contar especialmente, o nosso "Porto" de abrigo. 

Eu já vivi uns anos para essas bandas, não me entendam mal, conhecia algumas coisas, tenho amigos por lá e fui apresentado a vários locais devido a trabalho e formação. Mas depois deste namoro, conheci exponencialmente mais. Agora é uma dor de alma que me consome, lá voltar. Se calhar ela perdeu mais do que eu, pois muitos dos locais onde estivemos, eram os "seus locais de culto" que profanámos com memórias (boas e das outras) dos tempos que não voltam. Memórias que vão dos carinhos, aos planos que juntos fizemos, as discussões, as histórias que partilhámos, tudo está a ser cuidadosamente recalcado na minha memória a muito custo e tenho medo de que amanhã saiam "da masmorra" onde as coloquei.

Pode ser que não... levo um amigo e terei o dia telegraficamente preenchido! "Fizeste de propósito" dirão alguns. "Óbvio" respondo eu. Amanhã vão dois matulões ao Porto, que juntos, pesam mais de 200kg! Já enchi um pouco mais os pneus da frente e tudo! O meu amigo é tão grande, que o banco tem de ser todo puxado atrás, agora imaginem que ele é largo também! :)

Vamos ver umas lojas de animais, fazer uns negócios pelo meio e passear. No meio disso, tenho muito com o que me distrair, mas se me conheço bem, a minha mente vai ser um reboliço jeitosos.

Faz parte. Com isto tudo, sobe a minha consideração pelas pessoas que depois de um divórcio ficaram, ou voltaram à casa onde viveram nos tempos de casado, que voltaram aos locais onde foram felizes e sobreviveram às lembranças.

Eu sei que isto passa, mas estes passos custam sempre a dar.

Fiquem a torcer por mim, pessoal. Pode ser que hajam notícias do Porto amanhã. Se tiver tempo, irei postar qualquer coisa.

De resto, desejo-vos um excelente final de semana! :) 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O que é feito dos "The Corrs"?

Pergunto honestamente, para além da beleza física das manas, as suas músicas são fantásticas, o que lhes aconteceu?

Ficaram assim tão ultrapassados?

Deixo-vos aqui com um dos melhores concertos de SEMPRE desta banda e da música em geral, na minha opinião. Obviamente que tenho o CD. Naqueles tempos em que juntava dinheiro e... comprava CDs. Hoje em dia tenho acesso a tanta coisa e ouço tão pouca música nova.



Saudades das manas The Corrs, por vários motivos :)


segunda-feira, 17 de abril de 2017

O título da vossa autobiografia?

Se pudessem escolher, qual seria o título da vossa autobiografia, a ser publicada depois de morrerem?

Começo eu: "Cala-te coração e deixa a boca falar"

O que é uma completa antítese, em relação à mensagem que envia, mas é o maior reflexo do meu ser, enquanto insignificante mosquito que povoa a Terra. Por exemplo, este é prái o 12º post que escrevo, enquanto evito escrever o post que quero/devia/não-devia/não-me-sai-da-cabeça/foda-se-preciso-escrever-se-não-rebento, mas estou a evitar escrever.

É sobre sábado. Oh não! ...sábado.

Preciso contar isto a alguém - e mais não digo! #1

Faz-me impressão entrar no blogue de uma pessoa, porque o meu antigo Avatar e o da minha ex, estão ali, logo à vista e lado a lado.

Era só isso.
Já sei como resolver! Yeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Faz-me bem falar convosco, fico logo mais inteligente. :)

Ele que me inspirou a ter mau feitio

Tendo em conta o post anterior, curiosamente, comigo, os alunos mal educados, também têm tendência a "deixar de precisar de explicações", ou até arranjar "um familiar que os vai ajudar até final do ano"! E eu... sem charuto, mas com cadeira, refastelo-me e digo: "Eh eh eh!"

Atenção, a missão dele, era muito mais complexa, pois os alunos eram "obrigados" a estar ali e a turma tinha pelo menos 2 ou 3, quando não eram 7 ou 8 idiotas ao mesmo tempo. No meu caso é diferente e muito mais raro, mas, de vez em quando lá aparece um idiota que resolve pagar para dizer que "tem explicações de matemática" e que vais para lá, com a atitude que eu imagino ser a mesma que tem nas aulas. Eu, que tenho "personalidade vincada" (ou como dizem lá no norte: um feitio fodido) não aceito isso, faço o que posso para "agarrar" o interesse do miúdo, mas quando me deparo com idiotas em formação, torno as coisas um bocado desagradáveis para toda a gente. Há uns que só têm explicações comigo um ano, outros que saem a meio do ano. Isto é válido para ambos os sexos e para os vários níveis de ensino.

Este ano já foram dois por esses motivos.

No entanto, os... "mais difíceis" têm tendência a ficar e até nos damos lindamente. Ainda na semana passada estive, depois de duas horas seguidas de explicação, quase 45 minutos à conversa com um miúdo que só neste ano lectivo, já foi suspenso uma vez e foi parar ao hospital 3 por andar à porrada na noite. Este está referenciado pela PSP e todos os outros miúdos que o conhecem, dizem que ele "é maluco". Curiosamente, é dos miúdos com quem mais gosto de trabalhar! Ele mete dúvidas, desde as mais simples quando não entende algum conceito de cultura geral, aos relacionados com a matéria e tem outra característica que eu aprecio muito: se o deixar 5 minuto sozinho, ele fica a trabalhar, enquanto a esmagadora maioria, vai agarrar-se ao telemóvel.

Muita gente na minha área, tem excelentes resultados (pelo menos, eu suponho que sim) dando reforço positivo aos miúdos, já eu, tenho essa falha enorme, pois sinto que sou muito mais parecido com o (falecido) Pedro Núncio. Pode ser que com o passar do tempo isso mude.

Sei...

domingo, 16 de abril de 2017

Da inspiração - recordando o filósofo que me formou

A inspiração para escrever não escolhe dias certos. O meu (falecido) prof. de Filosofia, costumava dizer que era parvoíce o conceito de "inspiração", tal as coisas que as pessoas faziam para se inspirar, como ir para um lugar inóspito para escrever, etc, etc.

Não sei se concordo com ele.  Se é verdade que a inspiração não escolhe o momento certo, também é verdade que esta fica retraída se os dias tiverem uma azáfama fora do normal. Agitação, compromissos e stress, não são os melhores amigos da criatividade. Mas se calhar, nisto, ele concordava comigo.

O velho Pedro Núncio era um homem com muita personalidade, ou como dizem alguns, "mau feitio". Há de facto uma linha ténue, entre "personalidade forte" e "mau feitio".

Se houve pessoa que me inspirou durante aqueles 3 anos (2 de Filosofia e 2 de Psicologia), foi o prof. Pedro Núncio. Desde a sua forma de estar na aula, na vida, às suas apreciações mundanas e a uma característica muito particular que ele tinha e eu acho que apanhei o mesmo vírus: os alunos mal educados tinham tendência a anular a matrícula antes do final do ano. As turmas de desporto (onde na altura se concentravam os vândalos quase todos) por norma ficavam reduzidas a metade, antes do final do segundo período! Imagino o velho Pedro Núncio refastelado na sua cadeira, a fumar o seu charuto e debitar sobre este assunto apenas: "Eh eh eh!"

Eu digo "o velho Pedro Núncio", porque isto já foi há mais de 15 anos e quem está a ficar velho, sou eu. Mas ele morreu novo, devido a uma complicação a que os diabetes não ajudaram. Não sei se teria já 50 anos, quando morreu.